A doença de Alzheimer é classificada como o transtorno comportamental e mental mais frequente entre as demências, chegando a 70% de todos os casos. Embora nenhuma intervenção clínica possa prevenir o seu aparecimento ou promover a cura, estudos têm mostrado que muitos nutrientes podem contribuir com a redução da sua incidência. Crescem as evidências sobre os benefícios da suplementação no tratamento do Alzheimer.

Neste artigo Iremos explorar:
ToggleA doença de Alzheimer
É uma síndrome neurodegenerativa que se caracteriza pela perda de funções cognitivas (memórias, pensamentos, compreensão e linguagem, entre outros), comprometimento progressivo das atividades cotidianas e outras alterações que afetam a qualidade de vida.
No desenvolvimento da doença de Alzheimer, as manifestações neuropsiquiátricas e cognitivas geram uma incapacitação eventual e uma deficiência neurológica gradativa. Pode haver morte de neurônios e perda sináptica em diversas regiões do cérebro, como o hipocampo, estriado ventral, córtex cerebral e córtex entorrinal, que são encarregados pelas funções cognitivas, principalmente a memória.
A genética é considerada um importante fator de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Estudos comprovam que em aproximadamente 33% dos casos diagnosticados havia um membro da família que apresentava a doença.
Suplementação ⠀
As vitaminas E, C, D e complexo B, ômega 3, selênio, zinco, fibras e ferro são os principais nutrientes na redução do risco de demência e no retardo do declínio cognitivo.
O aumento de peroxidação lipídica pode estar densamente ligado às desordens neurodegenerativas, sendo que a oxidação das células é a primeira ação que ocorre antes do aparecimento da doença de Alzheimer. As vitaminas C e E e o selênio foram associados à prevenção do estresse oxidativo.
B1, B6, B9 e B12, quando ingeridas em quantidades abaixo do valor recomendado diariamente pela RDA, podem estar relacionadas a déficits cognitivos e à hipermocisteinemia, com efeitos neurotóxicos vasculares que podem colaborar com a fisiopatologia do Alzheimer.
A hipercolesterolemia tem sido apontada como outro fator de risco da doença de Alzheimer, mostrando forte relação entre a deterioração da homeostase lipídica cerebral as alterações vasculares.
O ômega 3 pode ter seu papel relacionado especialmente ao hipocampo, uma das áreas mais afetadas e onde são observadas baixas quantidades de DHA.
A combinação entre a ingestão de B9 e a diminuição do risco da doença está sendo muito estudada em função do papel deste nutriente junto à ação de neurotransmissores.
A vitamina D é de extrema importância para prevenção de demências, já que é fundamental para cognição, pois há receptores no cérebro que têm a função de processar e de formar novas memórias.
Claro que o consumo desses nutrientes deve estar associado a uma alimentação saudável ao longo da vida. O nutricionista se torna primordial na prevenção e manejo da doença de Alzheimer, pois promove mudanças nos hábitos alimentares.
Referência

Suplementação Individualizada
Do papel em branco à prescrição individualizada de suplementos.
A Formação em Suplementação Individualizada é o mais novo curso de extensão universitária da FSA – Faculdade de Saúde Avançada. Estruturada pelos professores da equipe pedagógica da FSA, a formação tem como objetivo ensinar passo a passo como planejar uma suplementação individualizada.
>>>
Você quer saber mais sobre SUPLEMENTAÇÃO? Leia outros posts sobre o assunto clicando aqui!