Ação da vitamina D na saúde cardiovascular

A deficiência de vitamina D é a deficiência nutricional mais comum, afetando quase um bilhão de pessoas em todo o mundo. A vitamina D é conhecida principalmente por seu papel na absorção intestinal de cálcio e na mineralização óssea.

Vitamina D para saúde cardiovascular

Durante muito tempo, pensou-se que o único papel fisiológico da vitamina D era a regulação do metabolismo do cálcio e do fosfato. No entanto, há cerca de 40 anos, Scragg et al. perceberam uma sazonalidade em pacientes que sofrem de doença cardiovascular e atribuíram isso aos pacientes com baixos níveis de 25(OH)D no inverno. Estudos investigando os potenciais benefícios da suplementação dessa vitamina para saúde cardiovascular vieram em sequência.

Ação na saúde cardiovascular

Após a observação de mudanças sazonais na pressão arterial e a subsequente identificação do receptor de vitamina D (VDR) e 1α-hidroxilase em cardiomiócitos (células endoteliais e musculares lisas vasculares) passou-se a investigar um possível papel da vitamina D no sistema cardiovascular.

Dados epidemiológicos indicam que a deficiência em humanos está associada à rigidez arterial, hipertensão, hipertrofia ventricular e disfunção endotelial. Isso corrobora com as suspeitas de que a vitamina D tem um papel protetor nas doenças cardiovasculares e de que pode diminuir o risco de insuficiência cardíaca.

A associação entre hipertensão arterial e níveis de 25(OH)D foi o ponto de partida para considerar o envolvimento da vitamina na patogênese da doença cardiovascular.

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Riscos da deficiência

A disfunção endotelial contribui para o desenvolvimento da hipertensão. Os estudos experimentais têm demonstrado um papel para a vitamina D na regulação da função endotelial. Um dos mecanismos de ação propostos é a ativação da renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

A sinalização da vitamina também pode influenciar a fisiopatologia da aterosclerose através da modulação da resposta inflamatória pela diminuição da expressão de TNFα, IL-6, IL-1 e IL-8 em monócitos sanguíneos isolados.

A supressão da IL-6 leva à diminuição da síntese da proteína C reativa (PCR). As concentrações séricas de PCR estão associadas à aterosclerose e servem como um preditor de eventos cardiovasculares.

Estudos epidemiológicos demonstraram que a deficiência de vitamina D é altamente prevalente em indivíduos que sofrem de doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca.

Concentrações mais baixas de 25(OH)D foram associadas a um risco aumentado de mortalidade por todas as causas e reinternação por insuficiência cardíaca.

Referência

Latic, Nejla, and Reinhold G Erben. “Vitamin D and Cardiovascular Disease, with Emphasis on Hypertension, Atherosclerosis, and Heart Failure.” International journal of molecular sciences vol. 21,18 6483. 4 Sep. 2020, doi:10.3390/ijms21186483


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