
A nutrição materna e seu estado nutricional adequado são importantes aliados na saúde do binômio mãe-bebê, pois a gravidez é um período caracterizado por alterações metabólicas. Os alimentos ultraprocessados e uma dieta de alto potencial inflamatório colocam em risco o desenvolvimento de uma gestação saudável.
Variações nos parâmetros inflamatórios são inerentes à gravidez. No entanto, alguns hábitos alimentares, como o consumo excessivo de proteína animal ou o ganho de peso sem controle, podem aumentar a inflamação.
Neste artigo Iremos explorar:
ToggleParâmetros inflamatórios na dieta
Evidências recentes apontaram associação entre valores mais elevados de pontuação do Dietary Inflammatory Index (DII) com alterações nos parâmetros inflamatórios durante a gravidez.
O DII foi desenvolvido com o objetivo de avaliar os potenciais efeitos do consumo alimentar na inflamação sistêmica.
Uma análise transversal dos dados de linha de base de uma coorte composta por mulheres no puerpério imediato, de uma maternidade de referência em Minas Gerais, entre 2018 e 2019, avaliou a associação entre o consumo alimentar de gestantes aparentemente saudáveis de acordo com o grau de processamento industrial dos alimentos e o DII ajustado por Energia.
Observou-se que 52,04% das calorias ingeridas foram provenientes de alimentos in natura e minimamente processados, enquanto 21,68% e 18,23% de alimentos processados e ultraprocessados, respectivamente.
Este estudo demonstrou presença significativa de alimentos ultraprocessados na dieta de gestantes e associação desse consumo com o potencial inflamatório da dieta, indicado pelo DII-E. Houve uma participação crescente de alimentos com maior grau de processamento industrial com o aumento dos escores do índice, o que denota uma interface entre esses dois parâmetros para avaliar a dieta.
Além da associação com os marcadores inflamatórios, os escores também foram previamente atribuídos a distúrbios gestacionais desfavoráveis, alterações na composição do leite materno e de padrões alimentares da criança.
Gestação saudável: dieta livre de ultraprocessados
Os dados sobre o consumo de alimentos ultraprocessados são semelhantes aos achados de pesquisas nacionais (21,89% vs. 20,30%), o que reforça a tendência de consumo de alimentos ultraprocessados observada entre as mulheres brasileiras.
Considerando a relação dos ultraprocessados com obesidade e diabetes gestacional, é importante reforçar as recomendações nutricionais atuais, que consideram a classificação de alimentos conforme seu processamento, junto das mulheres em idade reprodutiva e gestantes.
Referência

Fertilidade & Gestação
Aprenda como tratar a infertilidade e programar a gestação com o método para formar bebês mais saudáveis e mais inteligentes.
Um curso 100% online, com foco na abordagem da nutrição funcional, sendo direcionado especialmente para nutricionistas.
>>>
>>>
>>>
Você quer saber mais sobre NUTRIÇÃO NA GESTAÇÃO? Leia outros posts sobre o assunto clicando aqui!