Evidências científicas sugerem que a microbiota intestinal é uma peça-chave no desenvolvimento de uma inflamação crônica de baixo grau associada à síndrome metabólica.

Neste artigo Iremos explorar:
ToggleSíndrome metabólica, obesidade e inflamação
A síndrome metabólica é uma condição clínica associada com pelo menos três dos seguintes fatores de risco metabólico: excesso de adiposidade visceral (obesidade abdominal), resistência à insulina, hiperglicemia, hipertensão e dislipidemia.
A perpetuação dessas disfunções metabólicas afeta negativamente a expectativa de vida e pode eventualmente levar ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares, doença hepática gordurosa não alcoólica, alguns tipos de câncer ou distúrbios autoimunes.
Recentemente, evidências científicas demonstraram que o progresso dessas disfunções metabólicas está intimamente relacionado ao estado de inflamação crônica de baixo grau, característico da obesidade e da síndrome metabólica.
Microbiota: fator chave na inflamação
A microbiota intestinal é um fator-chave no desenvolvimento da inflamação crônica de baixo grau, característica da síndrome metabólica e da obesidade. A inflamação crônica de baixo grau provavelmente ocorre como resultado do desequilíbrio entre os estímulos pró-inflamatórios e diminuição dos mecanismos anti-inflamatórios no tecido adiposo.
A composição celular do tecido adiposo é regulada por estímulos como dieta, peso corporal e ingestão de excesso calórico, capazes de causar desequilíbrio metabólico.
Tanto na síndrome metabólica quanto na obesidade, como resposta a esses estímulos, ocorre um desequilíbrio entre as células imunes. A inflamação sistêmica e a resistência periférica à insulina são induzidas, contribuindo para o desenvolvimento de patologias associadas como diabetes e doenças cardiovasculares.
Há forte evidência de que a composição da microbiota intestinal desempenha um papel na modulação do peso corporal, do tecido adiposo e da prevalência de um estado inflamatório de baixo grau.
Importância da modulação
Vários estudos apontam que na síndrome metabólica e na obesidade a microbiota intestinal é disbiótica, o que leva ao aumento da permeabilidade intestinal e endotoxemia por lipopolissacarídeo.
Microrganismos probióticos, como Bifidobacterium lactis HN019 ou Lactobacillus gasseri SBT2055, apresentaram melhora significativa nas áreas de gordura visceral abdominal, peso corporal ou perfil lipídico associado à atenuação da inflamação de baixo grau, com redução de marcadores pró-inflamatórios, como TNF-α e IL -6 e incremento de anti-inflamatórios, como adiponectina derivada do tecido adiposo..
Devido à forte evidência de que a composição da microbiota intestinal desempenha um papel modulando o peso corporal, tecido adiposo e a prevalência de estado inflamatório de baixo grau, probióticos surgem como ferramentas valiosas para a prevenção de síndrome metabólica e recuperação da saúde.
É de grande importância a ação de modulação da composição da microbiota intestinal no manejo da inflamação de baixo grau no tecido adiposo, atenuando a resistência à insulina e as comorbidades relacionadas à síndrome metabólica e à obesidade.
Referência
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