O alumínio é o elemento metálico mais abundante na crosta terrestre. Em nossa vida diária, estamos expostos ao alumínio por meio de suplementos alimentares, embalagens de alimentos, antiácidos, medicamentos e utensílios de cozinha. A exposição ao alumínio danifica a barreira intestinal e provoca danos à saúde de modo geral.

Neste artigo Iremos explorar:
ToggleExposição ao alumínio
A exposição ao alumínio ocorre em todos os lugares, mas se dá, principalmente, através de vias ambientais, dietéticas, iatrogênicas e ocupacionais. O intestino é o principal órgão de armazenamento de alumínio no corpo, respondendo por 40% da ingestão total.
O alumínio ingerido pode ser absorvido passando para a circulação sistêmica através da barreira intestinal, ao mesmo tempo em que altera o sistema dessa barreira. Pesquisas sobre os efeitos do alumínio na barreira intestinal são particularmente importantes porque o trato intestinal é a primeira barreira fisiológica que o alumínio ingerido encontra.
A barreira intestinal consiste nas barreiras mecânica, imune, química e biológica. Funcionam como um sistema de barreira fisiológica contra fatores exógenos.
Danos à barreira intestinal
A exposição ao alumínio danifica a barreira mecânica. Pode induzir a apoptose das células epiteliais intestinais, reduzir a viabilidade das células, promover a formação EROs, levar ao estresse oxidativo, quebrar a estrutura da junção estreita, aumentar a permeabilidade intestinal e causar alterações patológicas na mucosa intestinal.
O alumínio pode estimular a ativação de células imunes, secreção de fatores inflamatórios e proliferação de tecido linfoide. Isso prejudica a função da barreira imune da mucosa intestinal.
Ele pode se ligar a compostos bacterianos ou dietéticos e ativar o fenótipo Th1 para iniciar a resposta da imunidade celular, levando à apoptose e inflamação. Também pode danificar a barreira química da mucosa intestinal, alterando a atividade da bioenzima e regulando a composição química.
A exposição ao alumínio, mesmo em baixa dose, pode inibir o crescimento de cepas representativas do intestino humano in vitro. Assim, diminui a abundância relativa de Firmicutes, incluindo Streptococcus, Roseburia, Ruminococcus, Dialister e Coprobacillus.
Afeta também a barreira biológica, já que pode suprimir as bactérias benéficas e favorecer a proliferação de bactérias nocivas e ainda reduzir a formação de AGCC , induzindo assim uma microbiota pró-inflamatória.
Referência
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