
O azeite de oliva, especialmente o extra virgem (EVOO), é um alimento valorizado na dieta mediterrânea por seu alto teor de ácidos graxos monoinsaturados, em especial o ácido oleico, além de compostos fenólicos altamente bioativos. Mas qual a relação desse alimento com o risco de câncer de mama?
Neste artigo Iremos explorar:
TogglePotenciais Mecanismos de Proteção
Evidências sugerem que o ácido oleico pode atuar de diferentes formas no risco e na progressão do câncer de mama:
- Alterando a expressão gênica envolvida no crescimento tumoral
- Inibindo a proliferação de células tumorais
- Reduzindo a inflamação
- Promovendo a diferenciação celular
Esses mecanismos ainda são alvo de estudo, mas ajudam a entender o potencial protetor do azeite de oliva, especialmente na sua versão extra virgem.
O que dizem os estudos populacionais
Um estudo avaliou dados de duas grandes coortes dos EUA o Nurses’ Health Study (NHS) e o Health Professionals Follow-up Study (HPFS).
Resultados:
- O consumo de azeite de oliva não foi associado ao risco global de câncer de mama, nem a subtipos específicos.
- Esses achados estão alinhados a meta-análises de estudos prospectivos que também não identificaram associação significativa.
Porém, um ponto importante é que esses estudos não diferenciaram claramente o tipo de azeite consumido (refinado x extra virgem).
A importância do tipo de azeite

Essa distinção é essencial:
- Azeite refinado → contém níveis baixos de compostos fenólicos.
- Azeite extra virgem (EVOO) → concentra maior quantidade de polifenóis e bioativos com potenciais efeitos anticâncer.
Assim, é possível que os benefícios mais expressivos estejam ligados ao EVOO, e não a qualquer tipo de azeite.
Lacunas e Perspectivas
Mais pesquisas são necessárias para esclarecer:
- A quantidade ideal de consumo de azeite de oliva.
- O impacto específico do EVOO versus outros azeites.
- Se os efeitos protetores vêm mais dos ácidos graxos ou dos compostos fenólicos.
O Papel do Nutricionista
O nutricionista é peça-chave ao traduzir esse conhecimento em prática:
Orientar o tipo de azeite ideal (preferindo o extra virgem, rico em bioativos).
Incentivar padrões alimentares protetores, como a dieta mediterrânea, que vai além do azeite.
Avaliar o consumo de gorduras na dieta, equilibrando mono, poli e saturadas.
Personalizar a estratégia nutricional, considerando fatores de risco individuais para câncer de mama.
Trabalhar junto à equipe multiprofissional em ações de prevenção e acompanhamento de pacientes oncológicos.
Conclusão: O azeite de oliva, especialmente o extra virgem, continua sendo um aliado para a saúde. Embora os estudos não apontem associação direta com menor risco de câncer de mama, seus compostos bioativos e seu papel na dieta mediterrânea reforçam sua importância em uma alimentação equilibrada e protetora.