Coenzima Q10 e pancreatite

Coenzima Q10 e pancreatite

A pancreatite aguda (PA) é uma doença inflamatória aguda do pâncreas. Em casos graves, pode levar à morte. É sabido que a ingestão excessiva de álcool, certas drogas, problemas no trato biliar e tratamentos invasivos dos ductos biliares e pancreáticos são causas importantes de PA.

Estudos indicam que citocinas pró-inflamatórias, como IL-1β, IL-6 e TNF-α, derivadas de monócitos e neutrófilos infiltrados são fatores mais críticos para determinar a gravidade da pancreatite.

A coenzima Q10 é a forma mais comum de coenzima Q, uma das coenzimas produzidas naturalmente pelo corpo humano. É muito presente no coração, fígado, rim e pâncreas. O papel essencial da coenzima Q10 é produzir trifosfato de adenosina (ATP) nas mitocôndrias, participando da via de fosforilação oxidativa.

Foi relatado que a Q10 reduz a produção de TNF-α, MIP-1α e RANTES nas linhas celulares de macrófagos após estimulação de lipopolissacarídeo e tem papéis protetores contra a PA induzida por L-arginina e pancreatite crônica.

Está bem estabelecido que a Q10 atua como um fator antioxidante e anti-inflamatório pela regulação da maquinaria antioxidante, sendo capaz de controlar o equilíbrio redox em vários processos fisiológicos e patológicos.

Contribuição da Q10 na gravidade da pancreatite

Estudo investigou a contribuição da Q10 na gravidade da PA através do exame de enzimas pancreáticas, infiltração de células inflamatórias, moléculas pró-inflamatórias, análise histológica e mecanismos subjacentes em camundongos experimentais.

A Q10 inibiu a infiltração de monócitos e neutrófilos no pâncreas e reduziu os níveis de IL-1β, IL-6 e TNF-α mRNA no tecido pancreático de maneira dose-dependente durante PA.

Considerando o papel crítico dos monócitos e neutrófilos na fisiopatologia da pancreatite, a inibição da infiltração de monócitos e neutrófilos pelo tratamento com Q10 poderia acionar seu efeito protetor para moderar a gravidade da pancreatite no pâncreas inflamado.

Além disso, as atividades elevadas de amilase e lipase no soro foram inibidas pelo tratamento com Q10 durante AP.

A lesão pulmonar é uma complicação típica da PA. O tratamento com Q10 atenuou o espessamento alveolar e a infiltração de células inflamatórias.

Em conclusão, os achados da pesquisa sugerem que Q10 atenua a gravidade da PA e as complicações pulmonares associadas concomitantemente.

Referência

Shin, Joon Yeon et al. “Protective effects of Coenzyme Q10 against acute pancreatitis.” International immunopharmacology vol. 88 (2020): 106900. doi:10.1016/j.intimp.2020.106900


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