Os biomarcadores moleculares são aliados importantes no diagnóstico, no prognóstico e no tratamento do câncer de mama (CM). Eles ajudam a entender como o tumor se comporta e a definir as melhores estratégias terapêuticas para cada paciente.

Os principais biomarcadores usados atualmente
Entre os mais utilizados, estão os receptores hormonais ER (estrogênio), PR (progesterona) e o HER2, um receptor relacionado ao crescimento celular. Esses três são fundamentais na rotina clínica e indicam, por exemplo, se o tumor responde bem à terapia hormonal ou se precisa de tratamentos específicos, como os anti-HER2.
- ER (Receptor de Estrogênio): tem alto valor prognóstico e ajuda a prever a resposta à terapia hormonal. A sua presença indica que o tumor pode estar relacionado à ação do hormônio estrogênio.
- PR (Receptor de Progesterona): geralmente medido junto ao ER, pode reforçar a sensibilidade do tumor ao tratamento hormonal.
- HER2: sua superexpressão está presente em cerca de 15% dos casos de câncer de mama e está ligada a maior agressividade. Hoje, existem medicamentos específicos para esse tipo de tumor.

Marcadores tumorais no sangue
Marcadores como CEA, CA15-3 e CA125 podem ser usados no acompanhamento do câncer de mama, ajudando a monitorar a resposta ao tratamento e detectar recidivas. No entanto, eles não são recomendados para diagnóstico inicial.
Novos biomarcadores em estudo
A ciência segue avançando na busca por novos marcadores com maior precisão e personalização. Entre os mais promissores, estão:
- CTCs (Células Tumorais Circulantes)
- ctDNA (DNA tumoral circulante)
- Ki67 (índice de proliferação celular)
- miRNAs (microRNAs que regulam a expressão gênica)
Esses biomarcadores ainda estão em fase de validação, mas têm potencial para transformar o acompanhamento e o tratamento do câncer de mama no futuro.

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O papel do nutricionista
Conhecer os biomarcadores é essencial para o nutricionista que atua com pacientes oncológicos. A nutrição clínica pode colaborar com o tratamento e contribuir para a melhora da qualidade de vida, especialmente em casos com alterações metabólicas, perda de peso e deficiências nutricionais associadas ao tratamento.