O Déficit Relativo de Energia no Esporte (REDs) acontece quando a quantidade de energia ingerida não é suficiente para atender às demandas do exercício físico e das funções vitais do organismo.
Essa condição não afeta apenas o desempenho esportivo, mas também a saúde óssea, hormonal, imunológica, gastrointestinal, psicológica e metabólica – e, muitas vezes, passa despercebida.

Neste artigo Iremos explorar:
ToggleComo isso acontece?
Quando não há energia suficiente para tudo, o corpo começa a priorizar funções essenciais para a sobrevivência, e com isso reduz funções consideradas “secundárias”, como equilíbrio hormonal, imunidade, densidade óssea e até a digestão.
Esse quadro é conhecido como baixa disponibilidade energética (LEA) e, se mantido, leva ao desenvolvimento da síndrome REDs.
Principais impactos no organismo
- Desequilíbrios hormonais: eixo reprodutivo, adrenal, tireoidiano e GH afetados.
- Comprometimento ósseo: perda de massa óssea, maior risco de osteopenia, osteoporose e fraturas por estresse.
- Disfunções menstruais: amenorreia, anovulação e infertilidade.
- Baixa imunidade: maior risco de infecções e processos inflamatórios recorrentes.
- Alterações metabólicas: hipotireoidismo funcional, aumento de cortisol, queda de leptina, desequilíbrios glicêmicos e lipídicos.
- Comprometimento da performance: perda de força, queda de massa magra, fadiga constante e lesões frequentes.
- Impactos psicológicos: aumento de ansiedade, depressão, distúrbios alimentares e alterações no sono.
Fatores de risco
- Dietas muito restritivas
- Obsessão com perda de peso ou definição corporal
- Volume de treino excessivo sem ajuste alimentar
- Desinformação sobre necessidades energéticas reais
Sinais de alerta
- Fadiga persistente
- Queda no desempenho
- Lesões recorrentes (principalmente ósseas)
- Alterações menstruais ou disfunções hormonais
- Infecções frequentes
- Desconfortos gastrointestinais (inchaço, constipação, má digestão)
E o tratamento?
O pilar central do tratamento é restabelecer a disponibilidade energética, ajustando:
- A ingestão calórica total
- A distribuição dos macronutrientes
- O equilíbrio entre treino, recuperação e suporte nutricional
Além disso, pode ser necessário acompanhamento psicológico, educacional e, em casos mais graves, suporte médico especializado.

O papel do nutricionista
O nutricionista é peça-chave na prevenção e no tratamento do REDs. É ele quem avalia de forma precisa se há baixa disponibilidade energética e atua para corrigir desequilíbrios antes que eles avancem para quadros mais severos.
Com o olhar da Nutrição Funcional, é possível ir além da prescrição calórica – focando na modulação da inflamação, suporte aos eixos hormonais, saúde intestinal, imunidade e otimização metabólica.
A atuação nutricional não só preserva a performance, mas garante saúde, equilíbrio e longevidade para atletas e indivíduos fisicamente ativos.