A gastrite autoimune (AIG) é uma condição que acontece quando o próprio sistema imunológico do corpo ataca as células do estômago. Isso pode causar danos ao órgão e trazer consequências importantes para a saúde.

O que é a Gastrite Autoimune?
Essa doença é considerada crônica e acontece principalmente em mulheres com mais de 60 anos. O problema começa quando o corpo produz anticorpos que atacam as células responsáveis por produzir o ácido gástrico (células parietais). Essas mesmas células também são responsáveis por liberar uma substância essencial para a absorção da vitamina B12.
Com o tempo, esse ataque constante leva a uma inflamação e destruição dessas células, provocando o que chamamos de gastrite atrófica — um tipo mais severo da doença.
Além disso, pessoas com AIG têm um risco maior de desenvolver tumores no estômago, como câncer gástrico e tumores neuroendócrinos.

Existe ligação com outras doenças autoimunes?
Sim! Em até 60% dos casos, a AIG vem acompanhada de outras doenças autoimunes, como:
- Tireoidite de Hashimoto
- Diabetes tipo 1
- Doença celíaca
- Artrite reumatoide
Pesquisas com camundongos revelaram que existem genes que aumentam a chance de desenvolver AIG. Quatro deles são chamados Gasa1, Gasa2, Gasa3 e Gasa4. Três desses genes ficam na mesma região genética ligada à diabetes tipo 1, o que explica por que essas doenças costumam aparecer juntas.
Além disso, uma infecção por Helicobacter pylori (HP) também pode estimular o surgimento da AIG em pessoas com predisposição genética. Isso mostra como a genética e o ambiente podem interagir nesse processo.

Sintomas e riscos nutricionais
Muitas pessoas com AIG não sentem nada por bastante tempo. Quando aparecem, os sintomas mais comuns são:
- Inchaço
- Náuseas
- Saciedade rápida
Com a destruição das células do estômago, o corpo passa a produzir mais gastrina, o que pode aumentar o risco de mutações celulares.
Outro ponto de atenção são as deficiências nutricionais:
Ferro: entre 25% e 50% dos pacientes com AIG têm anemia ferropriva, já que o estômago não consegue absorver o mineral direito.
Vitamina B12: de 15% a 25% dos pacientes apresentam deficiência, o que pode levar a problemas neurológicos e hematológicos.
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O papel do nutricionista
O acompanhamento nutricional é essencial em casos de gastrite autoimune. O profissional deve estar atento às deficiências de micronutrientes, orientar a alimentação e trabalhar junto com outros especialistas para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Você, nutricionista, já teve algum caso de AIG no consultório?
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